Em entrevista ao Correio Braziliense, o economista José Luis Oreiro, professor do Departamento de Economia da Universidade de Brasília (UnB), afirmou que o Brasil deve ignorar as políticas “ególatras” do ex-presidente Donald Trump e se preparar para um possível tarifário global que afete todos os setores da economia. Oreiro alertou que a mudança nas dinâmicas internacionais exige um planejamento estratégico robusto para o país.
O Fim da Hegemonia Econômica dos EUA
José Luis Oreiro criticou a visão de supremacia econômica dos Estados Unidos, afirmando que os EUA não são mais os “donos do mundo”. Segundo ele, a política externa de Donald Trump, que apostou no isolacionismo e em tarifas comerciais agressivas, enfraqueceu a posição global dos Estados Unidos e acelerou a transição para um novo cenário multipolar no comércio e na economia internacional. Para Oreiro, esse declínio na hegemonia dos EUA representa uma oportunidade para o Brasil diversificar suas relações econômicas e adotar uma postura mais independente.
O Risco de um “Tarifaço” Global
Oreiro também alertou que o Brasil deve se preparar para um possível aumento das tarifas comerciais globais, uma medida que pode ser implementada por economias, como os Estados Unidos e até mesmo outros blocos econômicos, como a União Europeia. “O Brasil precisa ignorar as ações egoístas de Trump e preparar sua economia para um cenário de aumento de tarifas, que pode impactar todos os setores”, disse o economista, enfatizando a importância de uma política econômica adaptativa diante de possíveis crises comerciais.
O Impacto de um Mundo Multipolar
O economista também destacou que a ascensão de novas potências econômicas, como a China, e o fortalecimento de blocos como a União Europeia e o Sudeste Asiático, indicam uma transição para um mundo multipolar. Esse novo arranjo pode trazer desafios e oportunidades para o Brasil, que precisa construir uma estratégia de inserção internacional mais robusta e diversificada. Oreiro sugeriu que o país deve intensificar sua integração com outras economias emergentes e reduzir a dependência de mercados tradicionais, como os Estados Unidos.
A análise de Oreiro se encaixa em uma tendência crescente no cenário econômico global, onde a influência dos Estados Unidos está sendo questionada por muitos especialistas. A ascensão de economias como a China, que desafia o sistema de comércio liderado por Washington, reforça a necessidade de países como o Brasil se prepararem para uma nova realidade geopolítica e econômica. Nesse contexto, o Brasil deve repensar suas estratégias comerciais e se adaptar às novas regras do jogo.
O economista José Luis Oreiro destacou que o Brasil precisa ser resiliente e estratégico diante das novas dinâmicas globais, especialmente com o enfraquecimento da posição hegemônica dos Estados Unidos. A preparação para um possível aumento das tarifas globais e a diversificação das parcerias internacionais são passos cruciais para o país enfrentar os desafios do futuro.
O que você acha da análise de José Luis Oreiro sobre a perda da hegemonia dos EUA? Como o Brasil pode se preparar para esses novos desafios econômicos? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!