Por Nelson Taborda.
A história não é feita por anjos, mas também não pertence aos tiranos. O que vemos hoje nos tabuleiros da geopolítica internacional — com o cenário de truculência institucional, crimes econômicos e práticas de manipulação de mercados vindo diretamente da Casa Branca sob a égide de Donald Trump, e seus aliados bilionários, como Elon Musk — não é só um alerta global: é um chamado urgente para o Brasil acordar de seu transe de subserviência e reescrever seu destino.
Nos últimos meses, acompanhamos com perplexidade, mas sem surpresa, a escalada autoritária de Trump, agora de volta ao poder, conduzindo os Estados Unidos como quem manipula uma mesa de apostas ilegais, jogando com a vida de bilhões, inclusive a nossa. As provas se acumulam: investigações de Insider trading, uso de informação privilegiada para beneficiar aliados — ou para destruir rivais —, e ações coordenadas que ferem não só o mercado, mas o próprio espírito das democracias.
Trump não está só. A seu lado, Musk, o “homem mais rico do mundo”, que já não esconde o uso sistemático de suas plataformas para pressionar países, distorcer mercados, abalar moedas e favorecer redes de investidores invisíveis, todos lucrando em cima do caos. Práticas de chantagem, extorsão diplomática, manipulação de políticas industriais e até tentativas de sabotar avanços nacionais em setores estratégicos tornaram-se modus operandi de uma elite global. Tudo às custas do desenvolvimento de países como o Brasil, sempre tratados como exportadores de commodities e importadores de crises.
Brasil Refém: Tarifas, Chantagens e a Humilhação Nacional
Em 2025, o Brasil vive, novamente, a humilhação de tarifas e bloqueios impostos não por razões técnicas, mas por puro interesse político. Tarifas retaliatórias sobre aço, proteína, energia — impostas a pretexto de “segurança nacional americana” — são, na verdade, instrumentos de opressão econômica. E nós, como nação, assistimos passivos, enquanto ministros viajam a Washington pedindo clemência.
A verdade, é que cada tarifa injusta imposta ao Brasil é um tapa no rosto da nossa soberania. É a prova cabal de que seguimos sendo tratados como colônia, apesar do discurso bonito de “parceiros estratégicos”. E cada brasileiro sente, mesmo que silenciosamente, o eco de um grito de independência atravessando gerações. Até quando aceitaremos isso calados? Já dizia Renato “Que Pais é Este, nas favelas no senado, sujeira para todo lado, ninguém respeita a constituição, mais todos acreditam no futuro da nação”
O Sistema Apodreceu: É Hora de Reformar o Estado e Empoderar o Cidadão
É diante desse cenário que precisamos, com urgência, olhar para dentro e fazer a lição de casa. O Brasil não pode mais carregar nas costas um Congresso inchado, com milhares de deputados, senadores e vereadores que pouco produzem além de custo e escândalo. Não podemos mais aceitar cidades sem viabilidade, criadas apenas para abrigar cabides de empregos e perpetuar oligarquias regionais. Nossa máquina pública — dispendiosa, burocrática, ineficaz — virou sinônimo de desperdício e não de progresso.
O que precisamos é coragem para reinventar. Enxugar a máquina, reduzir drasticamente o número de cargos políticos, promover uma verdadeira revolução digital no serviço público, cortar privilégios, combater o desperdício e implantar meritocracia real em todos os níveis do Estado. Passou da hora de incentivar a concorrência entre municípios, para que eles sejam centros de inovação, prosperidade e independência — e não satélites dependentes de repasses federais.
Cidades inviáveis devem ser fundidas, reordenadas ou mesmo extintas. A tecnologia deve ser ferramenta de gestão, não só de controle. Cada real gasto precisa ser revertido em educação, saúde e infraestrutura — não em luxo para políticos.
Patriotismo Não é Slogan: É Ação
Este manifesto não é só um desabafo, mas um chamado. O Brasil precisa retomar seu protagonismo — não pedindo permissão ao mundo, mas mostrando ao mundo que é possível, sim, ser independente. Não é nacionalismo cego, nem isolacionismo. É o legítimo direito de quem constrói, planta, produz e inova exigir respeito.
Se a velha ordem internacional treme diante do colapso de seu próprio sistema — baseado em dívida, corrupção e dominação —, é nossa vez de inovar. Chega de pagar a conta do fracasso alheio. Chega de baixar a cabeça para a chantagem econômica de Washington, Londres ou Wall Street. Chega de enriquecer os Musk e os Trumps do mundo enquanto nossas cidades definham.
A hora é agora, cada tarifa injusta imposta ao Brasil é uma fagulha a mais para um incêndio que só se apagará quando gritarmos, juntos, pelo que é nosso: soberania, respeito, eficiência e futuro.
O Grito Está Preso na Garganta — Vamos Soltá-lo?
O mundo está mudando. E se o Brasil não ocupar seu espaço, outros ocuparão — nos usando apenas como escada para seus próprios interesses. Chega. O grito está preso na garganta, mas é só nosso. Vamos soltá-lo? Ou vamos continuar assistindo, passivos, a história sendo escrita contra nós?
O tempo do medo acabou. É hora de mudar. Ou aceitamos ser o quintal dos Trump, Musk e da velha ordem… ou viramos a mesa, reinventamos o Brasil e provamos, enfim, que somos donos do nosso destino.